Crescimento da Caprinovinocultura no Nordeste, selo-arte e queijo artesanal serão debatidos por especialistas no PECNORDESTE

O setor de caprinovinocultura foi o que mais cresceu em 10 anos, diz o IBGE. O Nordeste brasileiro é a única região onde os rebanhos de caprinos e de ovinos cresceram ao mesmo tempo, entre os anos de 2006 e 2017. É o que revela o mais recente Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na região, o rebanho de caprinos teve aumento de 18,38%, passando de cerca de 6,4 milhões de cabeças para 7,6 milhões. No caso dos ovinos, o Nordeste foi, ainda, a única região do país a ter crescimento de rebanho entre um Censo e outro, passando de 7,7 milhões de animais em 2006 para cerca de 9 milhões em 2017, crescimento de 15,94%. (Ler mais informações abaixo)

Pela sua importância evidenciada a grande adaptabilidade do rebanho, e em muitos municípios, constituindo-se em uma das principais fontes de segurança alimentar e de renda para os agricultores, é que o Seminário Nordestino de Pecuária- PECNORDESTE irá debater com especialistas durante três dias – de 13 a 15 de junho próximos, diversos temas de interesse dos produtores, disse o coordenador técnico do segmento André Luiz Nogueira de Medeiros, que é médico veterinário e presidente da Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Estado do Ceará e professor disciplina de ovinocaprinocultura do curso de Medicina Veterinária da faculdade Cisne – Quixadá-CE.

ACOMPANHE A PROGRAMAÇÃO

Entre as 10 palestras a serem ministradas esse ano dentro do segmento de caprinovinocultura do PECNORDESTE, duas delas  trazem  novidades para o produtor no momento da comercialização do queijo de cabra, e sobre o que é o Selo – Arte . A palestra vai mostrar O que é o Selo- Arte, Onde pode ser aplicado? Como obter? Quem pode fazer? Quem é o responsável? Quais as exigências? Normatização e será ministrada pela Dra. Adrianne Paixão, graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Ceará (2005) e desenvolve atividades como Gerente de Auditoria da Agroindústria e Inspeção de Produtos e serviços Emergência na Agência de Defesa Agropecuária do Ceará tendo sob sua gestão o Serviço de Inspeção Estadual de Produtos de Origem Animal.

Outra palestra vai informar sobre Processamento de queijo caprino com bactéria nacional (Lactobacillus rhamnosus), ministrada pelo Dr. Antonio Silvio do Egito Vasconcelos, Pesquisador do Núcleo Regional Nordeste da Embrapa Caprinos e Ovinos; Veterinário pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Farmacêutico pela Universidade Federal de Pernambuco.

No decorrer da programação do Seminário Nordestino de Pecuária que começa dia 13 de junho, serão apresentadas três experiências exitosas , uma no dia  14/06, de 10h30min às 12h: Pecuária no semiárido: A experiência da Fazenda Carnaúba e  no dia 15/06- 14h às 15h10min: Palestra: Experiência exitosa: O avanço da produção de leite caprino no município de Jaguaretama/CE e de 15h20min às 16h30min: Experiência exitosa: Produção e comercialização de cortes de carne de ovinos e caprinos no sertão do Araripe .

13 DE JUNHO – QUINTA-FEIRA

14h às 15h10min: Palestra: Avanços da técnica de inseminação artificial em pequenos ruminantes

Palestrante:  Dr Jeferson Ferreira da Fonseca (Graduado em Medicina, Mestrado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais. É Doutor em Zootecnia e pesquisador junto ao Núcleo Regional Sudeste da Embrapa Caprinos e Ovinos)

15h20min às 16h30min: Palestra: Processamento de queijo caprino com bactéria nacional (Lactobacillus rhamnosus EM 1107)

Palestrante:  Dr. Antonio Silvio do Egito Vasconcelos (Pesquisador do Núcleo Regional Nordeste da Embrapa Caprinos e Ovinos; Veterinário pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Farmacêutico pela Universidade Federal de Pernambuco)

De 16h40min às 17h40min: Palestra: Integração lavoura pecuária (ILP) para caprinos e ovinos nas condições do semiárido

Palestrante:  Dr. Roberto Claudio Pompeu (Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Ceará, Mestrando em Zootecnia e doutor em Zootecnia pelo Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia (PDIZ) UFC/UFPB/UFRPE. É pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Caprinos e Ovinos e membro do Quadro de Docentes Permanentes do Programa de Mestrado em Zootecnia da Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA)

14 DE JUNHO – SEXTA-FEIRA

08h30min às 10h20min: Palestra: Explorações caprina e ovina no semiárido brasileiro com foco em sistema de produção

Palestrante: Dr. Aurino Alves Simplício (Médico Veterinário, Mestre em Medicina Veterinária com área de concentração em Fisiopatologia da Reprodução e Inseminação Artificial e Membro e Coordenador de Banca de Concurso Público na Embrapa Caprinos nos temas  de Produção e Reprodução de Caprinos e Ovinos, Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa))

10h30min às 12h: Palestra: Pecuária no semiárido: A experiência da Fazenda Carnaúba

Palestrante: Daniel Dantas (Zootecnista, administrador e Diretor da Fazenda Carnaúba)

14h às 15h10min: Palestra: Alimentação do cordeiro com foco na produção de carne de qualidade

Palestrante: Stela Antas Urbano (Graduada, mestra e Doutora em Zootecnia pela UFRN (2009); É Professora Adjunta da UFRN (Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias); Docente Permanente e Vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Produção Animal (UFRN/UFERSA))

15h20min às 16h30min: Palestra: Modelo tecnológico de produção escalonada de cordeiros /cabritos no estado do Ceará

Palestrante: Hider Fonteles (Trabalhou na Implantação do Polo de Piscicultura do Açude Castanhão; do projeto Estruturação forrageira do Sertão Central e em mais de 300 campos de palma forrageira)

16h40min às 17h40min: Palestra: Manejo sustentável de pastagens para ovinos e caprinos

Palestrante:  Magno José Candido (Graduado em Engenharia Agronômica, Mestrado e Doutorado em Zootecnia. Atualmente é professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará.)

 

15 DE JUNHO – SÁBADO

08h30min às 10h20min: Palestra: Selo arte: O que é? Onde pode ser aplicado? Como obter? Quem pode fazer? Quem é o responsável? Quais as exigências? Normatização?

Palestrante: Dra Adrianne Paixão (Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Ceará (2005). Desenvolve atividades como Gerente de Auditoria da Agroindústria e Inspeção de Produtos e serviços Emergência na Agência de Defesa Agropecuária do Ceará tendo sob sua gestão o Serviço de Inspeção Estadual de Produtos de Origem Animal)

10h30min às 12h: Palestra: Cadeia produtiva da carne caprina e ovina, situação atual, tecnologias na produção e organização

Palestrante: José Rutemberg Fortaleza Silva (Eng. Agrônomo graduado; com especialização e pós-graduação na área de produção de pequenos ruminantes. É consultor do SEBRAE na área da Caprinocultura e Ovinocultura em todo o Estado do Ceará e diretor geral da Empresa GPS – Guia Planejamento e Soluções)

14h às 15h10min: Palestra: Experiência exitosa: O avanço da produção de leite caprino no município de Jaguaretama/CE

Palestrante: Filadelfo Pinheiro (É Técnico em Agropecuária e já foi Secretario de Agropecuária do Município de Jaguaretama e presidente da CAPRITAMA. É idealizador da Festa do Bode de Jaguaretama e do Festival Gastronômico de Caprinovinocultura do município. Implantou o programa de leite Caprino no Município de Jaguaretama.

15h20min às 16h30min: Palestra: Experiência exitosa: Produção e comercialização de cortes de carne de ovinos e caprinos no sertão do Araripe

Palestrante: Sr.Agemiro Cruz e  Sra Doryanna Peixoto (Proprietária do Canto do Camarão)

SOBRE O CRESCIMENTO DA CAPRINOVINOCULTURA

Segundo o engenheiro agrônomo Cícero Lucena, analista da Área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Caprinos e Ovinos, entre os fatores para este crescimento está o destaque da caprinovinocultura como atividade socioeconômica de grande importância para o Semiárido brasileiro, que concentra 90% do efetivo do rebanho nacional. “Enquanto as demais regiões do país, como Sul e Sudeste, apresentaram redução do rebanho, a região Nordeste apresentou um crescimento de 18%, mesmo após os últimos cinco anos de secas severas registradas na região, evidenciando a grande adaptabilidade do rebanho, e em muitos municípios, constituindo-se em uma das principais fontes de segurança alimentar e de renda para os agricultores”, ressalta ele.

Para o pesquisador, Espedito Cezário Martins, também da Embrapa Caprinos e Ovinos, é possível identificar, a partir do levantamento do censo, que a ovinocultura de corte praticada na região Nordeste do Brasil, onde está concentrado cerca de 65% do rebanho ovino do país, contribui para um papel de destaque da atividade na pecuária nacional, mesmo com uma crise no mercado de lã ovina no Sul do país.

O Censo mostrou que a caprinovinocultura brasileira alcançou 8,25 milhões de cabeças, um crescimento de 16% do efetivo do rebanho, quando comparado ao censo anterior, divulgado em 2006. O crescimento do rebanho foi acompanhado do aumento do número de estabelecimentos agropecuários, que apresentou taxa semelhante, passando de 286,6 mil para 333,9 mil propriedades com exploração de caprinos no país.

Os números do último censo do IBGE/2017

Quantidade de caprinos no Brasil:,8, ,25 milhões de cabeças  em 333,9 mil propriedades

No Nordeste: 7,6 milhões de cabeças

Quantidade de Ovinos: 13,7 milhões de cabeças em 526 mil propriedades

No Nordeste: 9 milhões de cabeças

Animais comercializados (entre 2006 a 2017)

em 10 anos passou de 1,15 milhōes para 1,90 milhões de cabeças ( 65% )

Para Cícero Lucena, estes aumentos verificados no rebanho caprino e nos estabelecimentos se refletiram também no aumento do número de animais comercializados. “Este número praticamente dobrou, passando de 1,15 milhões para 1,90 milhões de cabeças, um crescimento de 65% no período entre 2006 e 2017”, destacou ele.  Cícero ressalta também o crescimento em valor obtido com a venda de caprinos: a cifra de R$ 290 milhões em 2017 supera em cerca de 300% a verificada em 2006 (R$ 73 milhões). Já o preço médio de venda dos animais passou de R$ 63,64 para R$ 153,06, correspondendo a um aumento nominal de 14% ao ano. “Este aumento no número de animais comercializados reflete de certa forma um ganho na profissionalização da atividade: o produtor enxergar o rebanho como uma fonte de renda, e não apenas uma atividade de subsistência” analisa Lucena.

LEITE DE CABRA 

Já no caso do leite de cabra, um dos produtos mais importante da caprinocultura, embora os números apontem um crescimento do efetivo do rebanho, observa-se uma retração de 30% no segmento da caprinocultura de leite. O número de estabelecimentos que declaram produzir leite de cabra reduziu de 18 mil para 15,7 mil propriedades, correspondendo a uma redução de 13% no período. Esta retração no número de estabelecimentos influenciou na redução do rebanho de cabras ordenhadas, na quantidade de leite produzido e no volume de leite comercializado.

“Segundo as estatísticas do Censo Agropecuário, em 2006 o rebanho leiteiro representou cerca de 150 mil cabras ordenhadas, enquanto em 2017, este rebanho foi estimado em torno de 100 mil cabeças. A redução do rebanho leiteiro ocasionou diminuição de 10 milhões de litros de leite de cabra, que passou de 35 milhões para 25 milhões de litros no censo de 2017”, destaca Lucena. O volume de leite de cabra comercializado, mesmo com um pequeno aumento da proporção entre leite comercializado e leite produzido – que passou de 55% para 59% –  reduziu cerca de 5 milhões de litros, caindo de 19,7 para 14,8 milhões de litros.

Na região Nordeste, a queda na produção de leite foi de 34%, sendo a maior registrada na Bahia (-60%), segunda maior bacia leiteira do país. A redução na região foi atenuada pelos crescimentos de 26% no Estado da Paraíba e de 16% em Pernambuco, respectivamente, primeiro e quarto maior produtor de leite de cabra do país.

Juntos, estes dois estados nordestinos, representados principalmente pelas microrregiões dos Cariris Paraibanos (Ocidental e Meridional) e as microrregiões de Sertão do Moxotó, Vale do Pajeú, Vale do Ipanema e Vale do Ipojuca, em Pernambuco, se destacam como a maior bacia de leite de cabra do país, produzindo cerca de 9 milhões de litros por ano. “Grande parte desta produção está organizada em arranjos produtivos locais organizados em cooperativas e associações que atuam no beneficiamento da produção e na articulação da comercialização em programas governamentais como por exemplo o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, detalha ele.

Ovinocultura 

Se houve crescimento no rebanho de caprinos, o efetivo de rebanho ovino nacional, de acordo com o Censo, apresentou uma redução de 2,8% quando comparado ao censo agropecuário divulgado em 2006, permanecendo estacionado em torno de 13,7 milhões de cabeças. A região Nordeste foi a grande responsável pela estabilidade do tamanho do rebanho ovino nacional, apresentando um crescimento de 16%, contrabalanceando as reduções observadas nas demais regiões do país.

Embora o rebanho permaneça estável, o número de estabelecimentos agropecuários no país com exploração de ovinos cresceu cerca de 20%, alcançando 526 mil propriedades, sendo este crescimento verificados nas regiões Nordeste (28,4%) e Sul (12,5%) do país. “Os estabelecimentos da região Sudeste reduziram em 33%, devido principalmente a redução do número de propriedades com ovinos nos Estados de Minas Gerais e de São Paulo”, explica Lucena. Porém, assim como no rebanho caprino, o número de rebanhos ovinos comercializados apresentou uma taxa de crescimento de aproximadamente 50%, quando comparado ao censo de 2006, passando de 2,28 para 3,37 milhões de cabeças de animais vendidos, gerando uma movimentação de R$ 641 milhões. Estes aumentos no número de animais comercializados foram verificados principalmente nas regiões Nordeste (81,4%) e Norte (29,7%).

Entre os desafios, a expansão do mercado consumidor

Não é apenas o comércio de animais que movimenta a economia de Tauá.  Os produtos derivados dessas criações também colocam em movimento diversas atividades econômicas que têm ganhado destaque nos últimos anos. A coordenadora técnica do Censo Agro no estado, Regina Dias, destaca que a criação de caprinos possui destaque porque “92% do Ceará está no semiárido. Por isso, além de ser a espécie animal mais adequada às condições do nosso ecossistema, o custo para sua produção é baixo e os produtos da caprinocultura tem um preço bom”, afirma.

“O leite de cabra possui alto valor nutricional, possui melhor digestibilidade e o dobro de ácidos graxos que o das vacas”, destaca a chefe de nutrição do Hospital Universitário Walter Cantídio, Ana Kátia Moura. Ela ressalta que ele é contraindicado para quem possui alergia à proteína do produto bovino e que, no caso da nutrição infantil, o leite materno é insubstituível.

A  carne dos caprinos do município é reconhecida como uma das mais saborosas do estado. E isso pode ser conferido nas ruas da cidade. Um dos negócios mais tradicionais, a churrascaria da Corintiana, possui como especialidade a carne de carneiro. Tomaz afirma que grande parte da produção de caprinos e ovinos é consumida no próprio município e o excedente é vendido para outros centros como Fortaleza, Juazeiro do Norte e Picos, no Piauí, por exemplo.

Apesar de o crescimento apresentado, ainda são necessários investimentos para que a caprinocultura cearense se desenvolva, entre eles a ampliação dos mercados consumidores. Essa necessidade de ampliação da clientela e o estabelecimento de uma cadeia produtiva organizada figura como um desejo expresso por muitas das partes envolvidas na criação de ovinos e caprinos, desde técnicos e acadêmicos até produtores e representantes do poder público. Espedito Martins, da Embrapa Caprinos, ressalta que “existem iniciativas que buscam certificar as carnes produzidas na região, e tentam uma certificação de origem para a Manta de Tauá”.

José Alexandrino acredita que os produtores deveriam se organizar e, com incentivo do poder público, fortalecer o comércio do artigo. Para que isso ocorra, o produto deve ser valorizado e não ser vendido para “o primeiro atravessador que aparece”, conclui.

ESTUDOS DA ADECE

Estudos indicam que há um mercado consumidor latente, que está fora das regiões tradicionais, de consumo, como no Sul do Brasil, ou nas grandes cidades. A demanda por essa carne cresce 20% ao ano, mas para que o País tenha uma cadeia forte, definitivamente, deve-se visar resultados de ganho que incentivem os envolvidos a investirem seu tempo e recursos para o avanço desse segmento. Nesse contexto, sete desafios são grandes oportunidades.

O primeiro deles é acabar com a desinformação. Ela é nítida nesse mercado. Não há estudos recentes e os que existem divergem em números e dados. É possível ler em um artigo que a maior parte do consumo no Brasil provém de importações e, em um segundo artigo, outro autor sustentar que a importação não chega a 7%. O segundo desafio se refere ao rebanho de cerca de 18 milhões de ovinos, de acordo com o IBGE. É preciso organizar essa cadeia no campo, otimizando a produção, reduzindo custos e ganhando qualidade de produto. A atividade vai evoluir com uma maior união e comunicação entre todos os níveis da cadeia.

Já o terceiro desafio se refere ao alinhamento entre a oferta e a demanda de ovinos, que hoje não existe. O mercado não é abastecido com regularidade porque falta organização dos produtores. O estudo do MAPA indica ainda um mito se reflete na ausência de uma cultura de consumo no Brasil, que é o quarto desafio da cadeia. Atualmente, os consumidores ou apreciadores eventuais de cordeiro conhecem alguns cortes. Em geral, sequer sabem da existência de outras partes, além do carré, da paleta e do pernil. Ou nem sabem diferenciar o cordeiro do cabrito, uma outra espécie animal. Um dos argumentos do baixo consumo, de 700 gramas por habitante ao ano, é o de que ela é mais cara que as demais carnes. Porém, com o crescimento da carne premium, hoje é possível encontrar cortes mais acessíveis do que a carne bovina.

 

Coordenador: André Luiz Nogueira de Medeiros

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Ceará (2000) e mestrado em  Medicna veterinária tropical  pela Universidade Federal da Bahia (2004). MBA em Gestão do Agronegócio pelo Centro Universitário de Maringá, em 2013. Presidente da Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos  do Estado do Ceará (2016-2020). Professor da disciplina de ovinocaprinocultura do curso de Medicina Veterinária da faculdade Cisne – Quixadá-CE